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Forte e Sagar demonstram o seu valor na AgroGlobal

A Forte e a Sagar, como de costume, não faltaram ao mais importante encontro do mundo agrícola em Portugal.

Falámos com João Lopes, gerente das duas empresas que nos apresentou as principais novidades trazidas a esta feira. 

CM: Em termos de equipamentos, que novidades apresentam na AgroGlobal?
JL:
 Uma das importantes boas novas são os distribuidores de adubo Bogballe com GPS e ASC (Controlo de Secção Automático). Trata-se de distribuidores com tecnologia de ponta que garantem perfeitos padrões de distribuição, e pintados com pó de proteção Flexi-coat, que se entranha no aço e nunca corrói, garantindo a melhor qualidade, com grandes economias para o utilizador.    

Nos tratores a nova série 700 da Fendt com VarioGuide, e sistemas de GPS Trimble e NovAtel. Que garantem que, mesmo perdendo a ligação por satélite, a operação de condução automática continua com total precisão durante um máximo de 30 minutos.

Na Landini as atenções estiveram centradas no novo Rex, de 60 a 120 cv, que terá certamente um belo futuro em Portugal, dada a procura que há por este tipo de trator no nosso mercado e a notoriedade que esta série em particular tem no nosso país.

CM: Em termos de mercado, como está a evoluir o negócio de maquinaria?
JL: Sinto que a procura pela Fendt tem aumentado. A diferenciação derivada de um trator extremamente tecnológico e orientado para o profissional e para a agricultura de precisão tem vindo a ganhar espaço. No mercado de 2016 estamos em linha com o esperado, mas de ano para ano notámos uma maior atenção para o nosso tipo de produto.

Quanto à Landini em 2015 houve uma grande quebra, mas estamos a recuperar muito bem em 2016. Principalmente devido à Série 4 que está a ser muito bem recebida! Esta série veio substituir o Technofarm, que era um modelo muito simples, agora a Série 4 tem um melhor desempenho, também mais profissional. Como é natural, teve alguma dificuldade a entrar no mercado mas já ultrapassou estas barreiras iniciais. Com o Technofarm competíamos por preço, agora temos outros argumentos.

CM: Em Abril conversámos sobre a Série 1000, passados estes meses quais são as expectativas de negócio em Portugal?
JL: O trator vai começar a produção em Novembro e em Portugal já se deverão vender 2 unidades. O êxito destes produtos é um tema curioso… Pensamos que estas inovações com preços elevados e muitas qualidades, não vão entrar em Portugal, mas depois existem estas surpresas… É impressionante. Veja-se o caso das enfardadeiras de fardos gigantes quando apareceram. O mesmo aconteceu com as ensiladoras automotrizes relativamente às acopladas aos tratores de 1, 2 ou 3 linhas. Os preços destas novas máquinas parecia incomportável para a agricultura nacional… Mas passados uns anos já ninguém pensa nas soluções de ontem! À sua escala, com o 1000 Vario irá acontecer o mesmo. Como já tinha acontecido com o 939 e o 936, em que tivemos anos de vender mais de 10 unidades!

CM: E relativamente ao financiamento para a agricultura? Vemos que estão cá com a Deutsche Leasing?
JL: Os bancos tiveram uma posição muito arrogante até 2008, apostando no comércio e na habitação quase cegamente. A última atividade a ter leasing foi a agricultura e houve, durante muitos anos, um interesse zero no setor agrícola. Desde 2008 a situação alterou-se, os grandes bancos estão a querer colocar dinheiro na agricultura, que é um setor produtivo e não especulativo. Agora é relativamente fácil conseguir crédito, principalmente dos bancos e financeiras internacionais, com a Deutsche Leasing que nos acompanha na AgroGlobal”. 

Fendt com resultados positivos num ano difícil a nível internacional
No passado dia 1 de setembro a Fendt apresentou a toda a imprensa especializada internacional, por primeira vez via streaming, as tendências de mercado e os novos projetos para 2017. O fabricante alemão de maquinaria agrícola pretende alcançar a médio prazo os dois dígitos de quota em todos os mercados europeus onde opera e para tal continuará a investir em I+D e qualidade. A Fendt apresentou também a nova cor de todos os seus equipamentos, a Nature-Green.

“A Fendt continua estável apesar da situação que atravessa o mercado europeu de maquinaria agrícola”. Com estas palavras tranquilizadoras começou a sua intervenção o vice-presidente da Fendt, Peter-Josef Pfaffen. “Após o pequeno crescimento registado em 2015, o mercado europeu continua a cair, mas parece que já se bateu no fundo. A Fendt tinha previsto esta situação e a planificação deste ano foi feita tendo em conta essa tendência”. Apesar disso, Pfaffen acredita que se ultrapassem os 13.500 tratores previstos para 2016, principalmente pelo potencial de exportação da Fendt que compensa a descida de unidades vendidas no mercado alemão. Espera-se também uma ligeira subida nas vendas de ceifeiras e enfardadeiras Fendt, assim como uma estabilização das vendas da ensiladora automotriz Fendt Katana. No campo da maquinaria de forragem, a entrega das primeiras máquinas começará em setembro. Até ao fim do ano serão colocadas no mercado mais de 500 gadanheiras, volta-fenos e encordoadores e a introdução no mercado do Fendt Vario-Liner iniciar-se-á no ano 2017. “O trabalho bem feito é demonstrado com os 19,6% de quota alcançados na Alemanha e que nos coloca líderes no nosso principal mercado. Essa quota ultrapassa 30% na maioria dos países europeus se nos focamos no segmento de profissionais e prestadores de serviços”.

O vice-presidente da Fendt colocou especial ênfase no mercado de tratores da Europa Central e de Leste (sem a Turquia) onde num mercado de 150.000 unidades a quota da Fendt deste ano é previsto ser de 8,4%. “Investindo mais em tecnologia e melhorando os nossos concessionários pretendemos que a médio prazo essa cifra ultrapasse os 10%. Na Alemanha, França, Holanda, Suíça e Áustria, já temos com a Fendt boas quotas de mercado compreendidas entre 10% e quase 20%. Não obstante, queremos manter, consolidar e, na medida do possível, aumentar ainda mais estes valores de dois dígitos. Continuamos a encontrar potencial de crescimento em países da UE como o Reino Unido, Espanha, Itália, Escandinávia em geral, assim como em todos os países da Europa Central que, em média, apresentam uma quota de mercado próxima dos 5%”, alertou Pfaffen. O dirigente informou também sobre a entrada em novos mercados mundiais como a China, o Brasil ou o Irão.

Uma das grandes novidades é a nova cor verde da Fendt: A Nature-Green. Desde 1 de setembro todos os equipamentos serão lançados com uma nova cor. “É uma cor que transmite mais frescura. Um verde mais potente, mais brilhante, mais vivo e mais heterogéneo e, além disso, desenvolve uma dinâmica ainda maior”, considera Pfaffen. Mas atenção, para os mais nostálgicos, e com um pequeno valor suplementar, sempre poderão voltar a contar com o histórico verde da Fendt.
Coincidindo com o primeiro dia de setembro também entrou em produção em série ilimitada o Fendt Vario 1000, o estandarte da multinacional alemã desde que foi apresentado na passada Agritechnica. Nestes momentos já se está a chegar ao límite de pedidos para 2016, estimado em 200 unidades. “O Fendt Vario 1000 é a demonstração da qualidade da nossa marca. Muitos centros de estudos independentes confirmam que a nossa imagem é muito superior à dos nossos concorrentes, mas isso não é suficiente. Por isso queremos continuar a investir em I+D, com perto de 60 milhões de € anuais, e colocámos em marcha um novo projeto que dará ainda mais relevância à qualidade na produção, entrega, desenvolvimento de projetos e serviço”, acrescentou Pfaffen.

A Fendt apresenta a sua linha global
Além do Fendt 1000 Vario, a multinacional começará já a entregar gadanheiras, volta-fenos e encordoadores da sua nova gama de maquinarias de forragem. “A partir de agora, com a marca Fendt, ofereceremos uma gama de produtos de linha completa. Os tratores Fendt da gama de potência compreendida entre 50 CV e 500 CV, os dois modelos de ensiladora automotriz Fendt Katana 65 e 85, um amplo leque de ceifeiras Fendt da gama de potência compreendida entre 180 CV e 500 CV, enfardadeiras Fendt e máquinas para forragem Fendt”, começava por explicar Walter Wagner, diretor de I+D e Desenvolvimento da Fendt.

Em primeiro lugar, Wagner referiu-se ao novo Fendt 500 Vario, um trator introduzido por primeira vez na história no mercado norte-americano antes do que na Europa. Premiado com o galardão AE 50 pela American Society of Agricultural and Biological Engineers, este novo trator foi desenhado de forma ainda mais eficiente e com opções adicionais oriundas dos tratores grandes, como o novo sistema de autocondução VarioGuide, o terminal totalmente em vidro, a tomada de força de 1.000E, um limpa-párabrisas de 300°, faróis de trabalho LED, o imobilizador opcional e um eixo de flange ou de cubo.

Menção à parte mereceu, obviamente, o Fendt 1000 Vario, “que recebeu já uma dezena de prémios em todo o mundo e de cujas 200 unidades que se irão fabricar daqui até ao final de ano, umas 60 serão para o mercado americano”, afirmava Wagner. Por primeira vez nos 85 anos de história da empresa, a sede de Marktoberdorf produzirá também um modelo de trator para outra marca. Para o mercado americano, e em função da rede de distribuição de que se trate, além da série Fendt fabricar-se-ão também modelos para a marca Challenger da AGCO. 

Uma das partes mais interessantes da apresentação foi a relacionada com o projeto de investigação MARS, realizado em colaboração com a Universidade de Ulm. Pretende desenvolver pequenas unidades robóticas que se controlam durante a sementeira através de uma solução baseada na nuvem e independentemente da localização. A aplicação MARS permite planificar e controlar a sementeira em qualquer momento. O lugar de distribuição de cada grão de semente é documentado de forma precisa e é armazenado na nuvem, pelo que os trabalhos de manutenção posteriores podem ser realizados de forma precisa e preservando os recursos. “Pretendemos substituir um semeador e o preço será considerado em função dos custos de produção. O objetivo principal é um aumento significativo da produtividade”, realçava Pfaffen.

No final da apresentação ganharam protagonismo alguns assuntos como o futuro do trator elétrico, o Brexit ou a política de motores da marca. Relativamente ao Reino Unido, Pfaffen acredita que se continuará a trabalhar de uma forma decidida neste mercado mesmo que acabe por abandonar a UE.

Relativamente às estratégias de motores, a aplicação do motor MAN no Fendt 1000 Vario não significará uma mudança nos restantes tratores. As gamas mais baixas continuarão a contar com os motores ECO/Power e a gama média com o motor Deutz que no futuro próximo deverá evoluir para a fase Tier V.

Finalmente, e relativamente ao trator elétrico e elementos como a condução autónoma, os responsáveis da Fendt reconhecem que se está a trabalhar em projetos para que o mercado tenha o produto que necessita quando assim o exija, mas neste momento ainda há um bloqueio do ponto de vista económico.

Publicado em:20 SET 2016
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