- Grupo STIHL aumenta faturação para 5,48 mil milhões de euros
- Portugal cresce 17% e afirma-se como case study do grupo na Europa Ocidental
- Elevados investimentos em tecnologia e localizações internacionais

O Grupo STIHL aumentou a sua faturação para 5,48 mil milhões de euros no último exercício fiscal, um crescimento de 2,8% face a 2024 (5,33 mil milhões de euros), o que constitui um resultado muito positivo num contexto que continua a ser desafiante. O fabricante líder mundial de motosserras e ferramentas motorizadas para jardinagem aproximou-se do valor recorde alcançado em 2022 (5,49 mil milhões de euros), apesar da exigente política tarifária dos EUA, o seu maior mercado individual, bem como da retração do consumo em várias regiões devido ao abrandamento económico e aos efeitos negativos das taxas de câmbio. O Grupo STIHL gerou cerca de 91% das suas receitas fora da Alemanha.
“Estamos a desenvolver a STIHL de forma consistente e a partir de uma posição de força”, afirmou Michael Traub, Presidente do Conselho Executivo da STIHL, durante a apresentação dos resultados de 2025. “Mesmo num contexto de incerteza, continuamos a agir com visão estratégica, acelerando a transformação para a tecnologia a bateria e investindo na nossa rede global de produção e vendas.”
O elevado rácio de capitais próprios sublinha a estabilidade da empresa familiar: situou-se nos 71,2%, acima dos 69,0% registados no ano anterior, acompanhando também o reforço da liquidez. Ambos permitem à STIHL financiar os seus investimentos com recursos próprios. No final do ano, o Grupo STIHL empregava 20.246 pessoas em todo o mundo, mais 2,6% do que em 2024 (19.732 colaboradores). Um dos principais fatores para este crescimento foi a entrada em funcionamento da nova fábrica na Roménia em 2025.
.jpg)
Portugal afirma-se como um dos mercados de maior crescimento da STIHL na Europa Ocidental
Em Portugal, a STIHL encerrou 2025 com uma faturação líquida de 34,2 milhões de euros, o que representa um crescimento de 17% face a 2024, tornando o mercado português no que registou o maior crescimento proporcional entre as filiais de vendas da STIHL na Europa Ocidental. Para a operação nacional, tal como para o Grupo STIHL a nível global, 2025 foi o melhor ano de sempre. Atualmente, os equipamentos a bateria já representam 26% do total de unidades vendidas em Portugal, refletindo a crescente procura por soluções mais silenciosas, eficientes e sustentáveis. O segmento particular continua a representar a maior fatia do negócio, com um peso de 65%, face aos 35% do segmento profissional. Para 2026, a STIHL Portugal antecipa um crescimento mais moderado, na ordem dos 0,5%, num contexto económico mais prudente, mas mantendo expectativas positivas quanto à consolidação da tecnologia a bateria e ao reforço da posição da marca no mercado nacional.

“Portugal continua a afirmar-se como um mercado estratégico para a STIHL e um verdadeiro case study dentro do grupo em termos de crescimento. Os resultados alcançados em 2025 refletem não só a confiança dos consumidores e profissionais na marca, mas também o trabalho consistente que temos vindo a desenvolver na proximidade à rede de concessionários, na formação e na aposta na inovação. Estamos particularmente satisfeitos com a evolução do segmento a bateria em Portugal, que acompanha a transformação global da STIHL e confirma que o mercado nacional está cada vez mais recetivo a soluções tecnologicamente mais avançadas e sustentáveis”, sublinha Juvenal Martins, Diretor-Geral da STIHL Portugal.

Desenvolvimento global do mercado: crescimento em quase todas as regiões, impulsionado pela Europa no segmento a bateria
O desempenho da Europa Ocidental foi positivo em 2025. Num ambiente de mercado em desaceleração, a STIHL conseguiu aumentar globalmente a sua quota de mercado. Os meses de verão extremamente quentes e secos reduziram vendas e receitas em algumas áreas. Ainda assim, o negócio de produtos a bateria cresceu acima da média na região, com taxas de crescimento de dois dígitos e, em alguns casos, superiores a 20%.
A Europa de Leste registou uma ligeira recuperação, embora as consequências comerciais da guerra na Ucrânia continuem a ter um efeito negativo e a enfraquecer as moedas locais. A STIHL alcançou também um crescimento significativo nas vendas e receitas de ferramentas a bateria em todos os principais mercados da região. A quota de vendas do segmento a bateria situou-se bastante acima dos 20%.
.jpg)
A América do Norte manteve-se como o maior mercado individual do Grupo STIHL, representando cerca de um terço das vendas globais. As vendas mantiveram-se ligeiramente acima do nível do ano anterior, apesar de um contexto de mercado cada vez mais incerto. As condições meteorológicas favoráveis, o negócio de aftermarket e os efeitos indiretos da política tarifária norte-americana contribuíram para este resultado, uma vez que muitos distribuidores reforçaram os seus stocks antecipadamente devido ao anúncio de novas tarifas.
A América Latina registou um crescimento acumulado significativo, embora com realidades bastante distintas. No Brasil, o maior mercado da região, o sentimento do consumidor permaneceu contido, com impostos mais elevados, taxas de juro e contribuições sociais a penalizarem o poder de compra. Já na Argentina, a atividade continuou a recuperar. Mercados como Colômbia, Peru, Equador, Nicarágua e Honduras registaram crescimentos de dois dígitos graças aos preços elevados de produtos agrícolas como café, cacau e fruta, impulsionando a vontade de investir.
A China e a Índia, os dois maiores mercados individuais da Ásia, também tiveram um desempenho positivo em 2025. Na China, uma combinação de produtos mais rentável no segmento de motosserras e correntes melhorou significativamente a rentabilidade, enquanto impulsionou o crescimento das vendas.
África/Médio Oriente foi a região com crescimento mais dinâmico para o Grupo STIHL em 2025, ainda que partindo de uma base reduzida. A subsidiária consolidada na África do Sul e as novas empresas criadas na África Oriental conseguiram aumentar vendas e ganhar quota de mercado.
A Oceânia foi a única região a registar uma quebra de vendas e receitas, embora os equipamentos a bateria tenham crescido face ao ano anterior. Perante uma economia doméstica e exportadora enfraquecida na Austrália e Nova Zelândia, o Grupo STIHL está a reforçar as suas medidas comerciais e espera retomar o crescimento nesta região em 2026.
.jpeg)
Transformação para bateria: STIHL investe estrategicamente em produção e produto
A transformação para produtos a bateria continua a ser um elemento central da estratégia da STIHL. A relevância deste segmento aumentou também em 2025: os produtos a bateria representaram 27% das vendas globais, acima dos 25% registados no ano anterior. O maior impulso veio sobretudo da Europa. Na Europa Ocidental, cerca de dois terços dos produtos vendidos já são a bateria, e a tendência continua a crescer. Noutras regiões, o desenvolvimento permanece desigual.
“Continuamos a ambicionar uma liderança dual em tecnologia”, afirma Traub. “Queremos alcançar na tecnologia a bateria a posição de liderança que mantemos há décadas no segmento dos motores de combustão.”
A STIHL alcançou vários marcos neste percurso ao longo do último exercício fiscal. Em outubro, o Grupo inaugurou a sua primeira fábrica dedicada exclusivamente à produção de baterias e ferramentas a bateria, em Oradea, na Roménia. A unidade funcionará como centro europeu de excelência para a produção de equipamentos a bateria. “Este investimento de 125 milhões de euros reforça a nossa posição neste segmento de crescimento”, refere Traub. “A nova fábrica terá um papel decisivo para responder à crescente procura de baterias no mercado europeu e reforçará a nossa ambição estratégica.”
.jpeg)
Na sede de Waiblingen, o Grupo STIHL deu também um passo importante ao iniciar a produção interna de motores EC. Estes motores, um dos componentes centrais dos equipamentos a bateria, eram anteriormente adquiridos a fornecedores externos. O investimento reforça a competência tecnológica da empresa e aumenta a integração vertical no segmento da bateria.
A empresa reforçou igualmente a sua posição de liderança no segmento de motores de combustão com o recente lançamento da motosserra a gasolina STIHL MS 300, que oferece elevada performance com peso reduzido.
Mais investimentos: Grupo STIHL reforça capacidade e eficiência
Em 2025, a STIHL continuou a investir no futuro para reforçar a sua competitividade e preparar o caminho para um crescimento sustentável. O foco esteve na expansão da capacidade física e no desenvolvimento das localizações internacionais.
No total, o Grupo investiu 335,7 milhões de euros (349,4 milhões em 2024). Mais de metade deste valor, cerca de 175 milhões de euros, foi investido na empresa-mãe alemã. A maior parte destinou-se à aquisição de novas instalações em Waiblingen. A médio prazo, a STIHL pretende consolidar unidades corporativas atualmente dispersas pela região, com o objetivo de criar estruturas mais eficientes e gerar sinergias.
No Brasil, entrou também em funcionamento uma nova linha de montagem na unidade de São Leopoldo, aumentando significativamente a capacidade e flexibilidade da fábrica.
Empresa-mãe: efeitos extraordinários impulsionam vendas
Ao longo das suas oito localizações, a empresa-mãe alemã registou vendas de 1,85 mil milhões de euros em 2025 (1,63 mil milhões de euros em 2024). O crescimento superior a 13% face ao ano anterior deve-se sobretudo a um efeito extraordinário: na transição para 2025/26, o Grupo STIHL mudou para um novo sistema de gestão empresarial, antecipando produção na empresa-mãe. Por esse motivo, espera-se um efeito inverso no exercício fiscal de 2026. A 31 de dezembro de 2025, a empresa-mãe empregava 5.831 pessoas (6.064 em 2024).
Perspetivas: ano do centenário assinala marco tecnológico
A STIHL celebra o seu 100.º aniversário em 2026. Para a empresa, esta data não representa apenas uma oportunidade para olhar para o passado. A STIHL quer também destacar a força que pode resultar da combinação entre tradição, conhecimento de engenharia e coragem para inovar.
O início do ano do centenário foi relativamente moderado do ponto de vista do negócio. Assim, a empresa familiar opta deliberadamente por uma abordagem conservadora no planeamento para 2026. O objetivo é manter o atual nível de vendas.
“À primeira vista, a nossa meta de vendas pode não parecer muito ambiciosa”, afirma Traub. “No entanto, perante mercados voláteis, crises cambiais e contínuas incertezas comerciais e geopolíticas, bem como a consequente prudência dos consumidores, trata-se de um objetivo desafiante.”
Mais detalhes no primeiro Relatório Integrado STIHL
O Grupo STIHL publicou o seu primeiro Relatório Integrado referente ao último exercício fiscal. O documento inclui o relatório financeiro, bem como informação sobre os esforços de sustentabilidade do Grupo e outros factos e indicadores. O relatório, intitulado “Change with Foresight”, pode ser consultado aqui.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
STIHL apresenta nova geração de equipamentos a bateria
22 Jun 2026
Pulverizadores Rocha distinguida com o Estatuto Inovadora COTEC 2026
22 Jun 2026
Loxam reforça crescimento na Península Ibérica com nova sede estratégica em Palmela
22 Jun 2026
Galiforest Abanca 2026 atinge recorde de participação
18 Jun 2026